sábado, 13 de fevereiro de 2016

Projeto RELATOS - Dieyson Gonçalves

Descrição: Foto em dia ensolarado em uma estrada de terra, à esquerda, arbustos em abundância e uma frondosa árvore, ao centro, Dieyson Gonçalves montado na égua Sigana, mangalarga de pelagem lustrosa marrom e à direita, árvores e arbustos escondem algumas casas, ao longo da via há postes de luz, uma caixa d’água azul e um garoto sentado em uma bicicleta, observa Dieyson e Sigana. Dieyson é um homem jovem de pele branca, rosto oval, cabelos curtos castanhos escuros, sobrancelhas espessas retas, olhos fechados, nariz reto e lábios grossos; usa uma regata branca e bermuda preta. Ao fundo, uma colina e no céu, algumas nuvens.   

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Além de incluir, audiodescrição é porta para mercado de trabalho

A audiodescrição está entre as melhores formas de inclusão da pessoa com deficiência visual. Além disso, oferece novo campo de trabalho para educadores, jornalistas e vários outros profissionais. Confira os detalhes sobre o tema com as audiodescritoras Marisa Pretti (atriz e jornalista) e Márcia Oshiro, sócias da empresa As Meninas dos Olhos . Reportagem do programa Educar Para Ser Grande, gravado na Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo. Mais detalhes? 
Email para: asmeninasdosolhosad@gmail.com / educarparasergrande@gmail.com.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

OutroNós com audiodescrição

A OutroNós acredita em um mundo onde tudo deva ser inclusivo e de fácil acesso à todos. Por isso, agora temos uma versão do nosso vídeo com audiodescrição para incluir pessoas com deficiência visual!
Um lindo trabalho de nossas parceiras da Íris Cor de Mel AD / As Meninas dos Olhos AD!

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Projeto RELATOS - Wallace Vieira

Foto de Wallace Vieira com expressão facial séria está em pé, de frente em pose para a foto, é um jovem negro de cabelos curtos, óculos escuros, nariz médio, lábios grossos, corpo atlético; usa camisa polo azul, calça jeans, tênis branco com detalhes em azul.  Atrás dele, uma cerca de madeira e ao fundo...a natureza e o céu azul claro. 

                Vivemos em um tempo, no qual todos têm seus problemas, suas dificuldades e seus obstáculos; porém devemos logo ter a consciência que não existe problema sem solução, que não existe obstáculo que não possa ser superado e que se há alguma dificuldade podemos adaptá-la ao nosso modo.
A SUPERAÇÃO aparece a partir do ponto em que você decide passar por algo, o mesmo que julgam ser impossível, as pessoas perdem muito tempo dando valor aos problemas, quando deveriam enfrentá-los e mais tempo ainda dando ouvidos ao o que os outros falam, tornando assim seu problema maior do que de início.
Já notou que a palavra SUPERAÇÃO pode ser dividida em SUPER AÇÃO? isso deve-se ao fato de que ao passarmos por um problema ou enfrentarmos um obstáculo, logo executamos uma SUPER AÇÃO, esta nos faz SUPERAR, nos faz acreditar que conquistar algo é apenas uma questão de esforço. Cada pessoa tem seu modo de se SUPERAR, modo este que a faz acreditar em si mesma, criando assim uma auto confiança, e a pessoa que confia em si mesma pode conquistar tudo o que almejar, sendo quando necessário totalmente capaz de executar uma SUPER AÇÃO.
Na condição de deficiente visual tenho me superado a cada dia, ao olhar meu passado vejo o quanto superei e quantas SUPER AÇÕES executei. Perdi a visão por problema de saúde, o mesmo em que quase me levou a morte, por isso falo de SUPERAÇÃO não como uma medalha pendurada na parede de meu quarto, mas sim como uma cicatriz que tenho na cabeça, esta quando ponho minhas mãos logo vejo o quanto superei, o quanto fui capaz de executar SUPER AÇÕES, minhas lembranças não são doloridas, elas são satisfatórias, pois me mostram o quanto pude e o quanto posso.
Uma das áreas em que mais me supero é no esporte, sou atleta de GOALBALL, e ao entrar em quadra logo sinto as mesmas emoções que sentia quando entrava em campo quando enxergava. Me sinto vivo em quadra, me sinto capaz de executar SUPER AÇÕES que gritam ao meu ouvido, que sou capaz, e se por algum evento correr de tomar um goal... vejo onde errei e concerto para que não venho tomar outros.
A verdade é que ninguém si supera sozinho, ninguém faz nada sozinho, pois somos elos de uma mesma corrente, corrente esta que nos mantém sempre juntos uns aos outros. Aquele que tem verdadeiros amigos tem boa parte do caminho para si superar, e aquele que tem DEUS, este sim tem toda superação em mãos. O mundo foi feito para ser conquistado e quem deve conquistá-lo somos nós, isso não é uma tarefa fácil, mas se realmente quisermos e nos esforçarmos, logo o conquistamos. Supere a cada dia porque a SUPER AÇÃO parte de você.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Projeto RELATOS - Claudia Borges

Foto de Claudia Borges em um banner que imita uma moldura de madeira. Claudia é uma jovem mulher de pele clara, rosto redondo, cabelos loiros dourados compridos e lisos, sobrancelhas espessas um pouco mais escuras e bem delineadas, olhos castanhos claros amendoados com maquiagem leve, nariz reto, lábios médios pintados com batom vermelho com brilho e dentes alvos. Ela usa brinco de argola dourada e um tomara-que-caia preto com decote em V bem pronunciado, deixando à mostra parte da lingerie vermelha, valorizando os fartos seios, no contorno do decote, há um bordado prateado discreto e na ponta do V, um broche redondo brilhante. No canto superior esquerdo, escrito em letras brancas na diagonal: By Claudia Borges; e no rodapé, em letras azuis: A felicidade é simplesmente uma questão de luz interior. E essa luz é para poucos, pois poucos sabem brilhar e ter brilho próprio!!!!

Nasci com osteogenese imperfecta, mais conhecida como ossos de vidro, já no nascimento tive 2 fraturas e complicações pulmonares, e fui para a UTI, onde disseram ao meus pais que eu teria no máximo 10 dias de vida, pois estaria respirando apenas por aparelhos, passou os dias e com um mês de internação fui para casa, com o diagnóstico de que sobreviveria apenas até no máximo de 10 a 15 anos. Fui para casa, com total zelo dos meus pais tratada como uma boneca de porcelana, pois me fraturava apenas no me mexer, perdi as contas das inúmeras fraturas que tive, sempre fui privada de proximidade para brincar com crianças pequenas, pois elas não entendiam o meu problema, e uma bola que batesse em mim, ou qualquer movimento brusco poderia me levar a fraturas ósseas. Meus pais eram caseiros em zona rural de sítios e minha mãe me carregava 8 KM para me levar semanalmente a AACD, o tempo passou, e eu precisava estudar, embora em casa, sempre tive por parte dos meus pais o ensino básico, foi com 12 anos que eles conseguiram um serviço no Educandário Dom Duarte, local onde ficavam crianças internas em medidas sócio educativas, ou órfãos, e meu pai eram quem tirava as folgas dos laristas que cuidavam dos pavilhões onde essas crianças moravam. Foi nessa escola que atendia os meninos que lá moravam, os filhos de funcionários e as crianças do bairro que tive meu contato aos 12 anos com a escola, comecei  tarde os estudos, devido a dificuldade encontrada por morar em sitio, e foi nesse colégio internato que meus pais puderam ir trabalhar e assim me por numa escola. Fui muito bem aceita pelas crianças, embora tímida crescida em sitio, sozinha sem poder ter proximidade e brincar com outras crianças, foi dificultoso, não eles me aceitarem, mas eu me desvencilhar da timidez, mas minha surpresa foi grande, pois justo aqueles meninos a maioria sem pais, ou tendo que ficar naquele internato para que suas mães pudessem trabalhar, me ajudaram nesse processo de socialização, eles levavam meu lanche na sala, me faziam companhia, para que eu não me sentisse sozinha, os professores sempre carinhosos e me elogiavam muito por acharem que eu tinha um dom especial para redação.
O tempo passou fui estudar em outro município na minha 5 série, onde com a graça de Deus meus pais compraram a nossa própria casinha, e escolheram outros ramos para trabalhar, eu estava com 15 anos, fui bem aceita mais uma vez pelos colegas de sala, pelos professores, e logo fiz grandes amizades, onde minha mãe nem precisava me levar a escola minhas amigas vinham me buscar e trazer, era uma festa para elas me empurrar e brigavam entre si, para ver quem me levava, por ter ossos de vidro, não consigo tocar a cadeira nas ruas apenas fazia dentro de casa. Foi com 16 anos que tive minha ultima fratura, depois disso misteriosamente as coisas mudaram, porém muitas crises de pneumonia, asma, e com isso varias e inúmeras internações. Com meus 17 anos, estava já cansada de viver minha vida certinha, casa, escola, medo de me quebrar e resolvi parar, eu queria viver, sair com meus amigos, curtir a vida, coisa que meus pais não deixavam até certo período por medida de super proteção devido aos problemas de saúde, disse a eles, que eu preferia que se algo me acontecesse que eles ficassem feliz por saberem que eu morri fazendo o que quis, do que sabendo que fui infeliz, e privada de viver como todo mundo, e assim foi feito, passei a sair a noite para rodeios, para festas, baladas chegar no outro dia em casa, porem a surpresa foi que fui me fortalecendo, diminuíram as internações, me desenvolvi na socialização ainda mais, e me tornei uma outra Claudia, cheia de animo pela vida. Preconceito, bom não vivi diretamente ao ponto de me marcar na pele, a não ser por um caso amoroso, onde o preconceito imperou por parte da pessoa e da família dele que não me aceitou, na época sofri muito, tive depressão e foi ali que realmente me dei  conta que eu era diferente, pois minha vida toda foi vivida no meio de pessoas normais, sem deficiência, nunca tive amigos com deficiência, os meus amigos sempre inventavam coisas que eu pudesse participar, nunca locais complicados sem acesso, e se não tinha me pegavam no colo e para mim estava tudo bem, sempre fui na boa com isso no meio dos meus, mas ao ter esse problema de origem sentimental, me deparei ali com esse fato e ai sim a ficha caiu SOU DIFERENTE.
A depressão foi um período complicado, para sair, me via me sentindo diferente e sem ninguém que fosse igual a mim, para me ensinar a viver esse mundo, pois sempre vivi o mundo dos normais, não conhecia o mundo que o preconceito estava me apresentando de ser diferente, e esse preconceito pegou em mim, pois eu comecei a dizer que não era normal, que meus amigos não gostavam de mim, que tinham pena, dó, que o tempo todo servi de peso para os meus pais, que nunca fui a filha que eles queriam. Fiz tratamento, mas isso não adiantava, eu precisei me aceitar para ai sim tudo mudar.... Conheci pessoas com deficiência nas redes sociais , passei a conhecer esse mundo que descobri  que pertencia que é o mundo de reconhecer que tenho uma deficiência, nesse mundo quem me deu a estrada a percorrer, e me mostrou o caminho, foi uma pessoa que admiro muito TATIANA ROLIM, ao me presentear com seu livro Meu Andar sobre rodas, foi ali que percebi ta sou diferente mas e dai, minha vida seguiu até aqui e vai seguir sempre, tenho limitações mas posso fazer praticamente tudo, basta querer. Decidi então comprar minha cadeira motorizada, segui os conselhos da Tati, quis me tornar mais independente, sair na rua sem ser empurrada, ir a um shopping sozinha quando quiser, ir pra faculdade sozinha, pois decidi cursar uma faculdade tomei as rédeas de minha liberdade de uma certa maneira. Me tornei uma militante da causa das pessoas com deficiência, criei um grupo que é o minha deficiência não me limita, me liberta, onde tento sempre que posso mostrar que deficiência não é o fim que o que mata é a gente se aprisionar no preconceito que as pessoas nos direcionam, faço meus encontros inclusivos, e nunca mais dei asas a me deixar levar por preconceito, claro que sei que ele existe, que muita das vezes me olham torto, porem nunca baixo o olhar, olho de igual para igual e não levo desaforos para casa. Sou feliz, faço minha faculdade de Serviço Social, justamente por querer atuar na causa, futuramente penso numa pós quando terminar em psicologia ou jornalismo, e enfim vivo a vida, não apenas passo por ela. Ahhh!!! Esqueci de dizer no final, que o prazo dado da medicina se esgotou, estou indo para os meus 38 anos, cheia de alegria, animo e vontade de viver, nem os médicos entendem como superei a gravidade do meu problema.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Projeto RELATOS - Joelma Amaral


Foto de Joelma Amaral em pé, encostada em uma parede que tem a metade superior pintada de branco e a inferior em vermelho vibrante, ela está com a cabeça voltada à esquerda, braços atrás do corpo na altura do quadril e o joelho direito flexionado cobrindo a outra perna. Joelma é uma mulher jovem, rosto oval, cabelos castanhos escuros, lisos até os ombros com alguns fios em franja, sobrancelhas levemente levantadas assim como o nariz, olhos amendoados castanhos claros com maquiagem leve, lábios médios bem delineados com batom rosa claro. Joelma usa brincos de argolas grandes prateadas, uma fina e discreta correntinha com pingente junto ao pescoço, blusa tomara-que-caia estampada onde predomina a cor azul com nuances em marrom, preto, listras finas e pontinhos alternados brancos e o mesmo tecido, cobre em forma de manga, os braços a partir de um palmo do ombro, mini saia amarelo claro de crochê com pequenas escamas em bicos arredondados.

Audiodescrição: Marisa Pretti